segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EUA cortariam 7% do CO2 com casas eficientes, diz pesquisa

Para salvar o mundo, não se fie em tecnologias revolucionárias. Primeiro porque elas não surgem de uma hora para outra --e o planeta tem pressa. Segundo porque são caras.

Os Estados Unidos poderiam reduzir as suas emissões de CO2 em 7% apenas aumentando a eficiência energéticas no consumo doméstico, que inclui casas e carros. Quem diz é Thomas Dietz, ecólogo da Universidade do Estado de Michigan.

Pode parecer pouco, mas isso é o mesmo que todas as emissões da França. Se as residências dos EUA fossem uma nação, ela emitiria mais CO2 do que todas as outras, exceto a China.

Pensando nisso, as propostas de Dietz, publicadas no mês passado no periódico "PNAS", passam por trocar modelos antigos de ar condicionado, utilizar carros menos beberrões e adotar atitudes como botar a roupa para secar ao sol.

Cortar CO2 residencial não é uma ideia nova. "O plano do Reino Unido, por exemplo, tem toda uma parte relacionada às casas, ao usuário final", diz o economista José Eli da Veiga, da USP.

Emitindo espero
Dietz e seus colegas, porém, evitam ir fundo quando surge a questão principal: como fazer com que as pessoas colaborem. Falam em "incentivos financeiros" e em "campanhas na mídia", mas evitam sugerir regulamentação governamental, leis.

"Ao mesmo tempo em que não se pode subestimar os movimentos que vêm da sociedade, o governo não pode ficar esperando que cada um tome a iniciativa", diz Veiga.

Além disso, Veiga pensa que reduções de consumo em casas não podem servir como justificativa para esquecer as indústrias e outros setores. "Não pode ser só uma coisa ou outra."

Folha de São Paulo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dicas

Cuidados com a Saúde

Viajar para o Pantanal e regiões próximas exige alguns cuidados especiais, principalmente para eliminar eliminar riscos de contrair doenças como malária, diarréia infecciosa, cólera, dengue ou febre amarela. Além de se expor a vários tipos de bactérias, parasitas ou vírus, uma pessoa em viagem costuma ficar mais suscetível, graças a fatores como mudanças alimentares e estresse.
Para minimizar esses fatores, procuramos dar aqui algumas sugestões práticas e alertas. Além disso, em quase todas as cidades, estamos relacionando o principal hospital (veja serviços), caso haja necessidade de um atendimento rápido. As duas capitais, Campo Grande e Cuiabá, contam com melhor estrutura e, para casos mais complicados, são as melhores opções.

Precauções

Diversas precauções devem ser tomadas antes mesmo do início da viagem. As vacinas, por exemplo, só produzem efeito quando são aplicadas com certa antecedência (em alguns casos necessita-se de mais de uma dose). O mesmo ocorre com medicamentos profiláticos que, para se observar quaisquer efeitos colaterais, devem também ser iniciados bem antes da viagem.
Se você tiver um plano de saúde, certifique com antecedência quanto à cobertura ou se há outros hospitais credenciados na região. O seguro-saúde também costuma ser útil para doenças e transtornou similares.

Insetos

A melhor época para ir ao Pantanal é entre maio e setembro, quando a incidência de insetos é bem menor. Mas, o principal problema com insetos e mosquitos decorre do fato de estes serem transmissores de doenças como malária, dengue e febre amarela. No caso da febre amarela, é altamente recomendável tomar a vacina com antecedência de 10 dias.
Em São Paulo (informações pelo tel. (1520) e, no Rio de Janeiro, basta ir aos aeroportos e procurar o Centro de Imunização, orção do Ministério da Saúde. A febre amarela é transmitida pelos mosquitos Haemagogus ou pelo Aedes aegypti, os sintomas mais comuns são febre, mal-estar, sangramentos e icterícia (pele amarelada).
Outra doença que ameaça visitantes na região é a dengue.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, seus sintomas são febre, dor nas articulações e nos músculos. Já a malária é transmitida por outro tipo de mosquito - o Anopheles - e os sintomas são febre alta, calafrios intensos, diarréia e mal-estar. Nesses dois casos, não é necessário tomar vacina, mas deve-se ficar sempre atento, principalmente se surgirem sintomas parecidos com estes acima citados.
Além da vacina, algumas

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Morcego-vampiro (Diaemus youngi)

Comprimento: cabeça e corpo, cerca de 85 mm, Esta espécie de morcego-vampiro se alimenta preferencialmente de sangue fresco de aves. Mas já foram registrados casos de pessoas terem sido sugadas por morcegos durante o sono, especialmente nas extremidades dos pés e das mãos. O morcego faz uma pequena incisão com seu dentes e, então, lambe o ferimento para se alimentar,
Como a saliva dele contém substâncias anestésicas e anticoagulantes, quanto mais o animal lambe a ferida, mais sangue continua saindo, sem que a vítima sinta qualquer desconforto.

Curiosidades:
• No Pantanal, é comum poder encontrar os morcegos-vampiros sugando galinhas e perus nos seus poleiros.
•Atacam a mesma vítima todas as noites. Depois de vários dias, as aves ficam muito fracas e acabam morrendo.
•Existem apenas três espécies de morcegos hematófagos no Brasil entre mais de 150 outras.
•Um morcego-vampiro adulto pode pesar 30/45 gr.
•São os substitutos das aves no período da noite. Eles se dividem em insetivoros, frugívoros, nectarívoros, piscivoros; são importantíssimos no controle dos insetos, dispersão de sementes e polinização das plantas.


MORDIDA DE MORCEGO-VAMPIRO

sábado, 9 de outubro de 2010

Rafting

Quer testar a capacidade de superar desafios, o espírito de equipe, a organização, a comunicação e a liderança num grupo de pessoas? Coloque-as juntas num bote inflável e faça com que elas enfrentem corredeiras munidas apenas de remos. Assim é o rafting, modalidade esportiva que vem conquistando adeptos em todo o mundo. Uma atividade que desafia seus praticantes a encontrarem, juntos, a melhor forma de transpor obstáculos. E que, por isso mesmo, tem sido frequentemente utilizada em treinamentos empresariais.

Realizado em contato direto com a natureza, o rafting encontra no Brasil boas opções de locais para a sua prática. A hidrografia do País oferece vários rios com diversos níveis de dificuldade. Há desde corredeiras fáceis, com ondas lisas e estáveis para os iniciantes, até águas bastante turbulentas com passagens estreitas, que exigem experiência e habilidade dos atletas.

Estima-se que hoje, cerca de 50 operadoras brasileiras ofereçam roteiros turísticos focados na prática do rafting. No Estado de São Paulo, é possível se aventurar por rios em Juquitiba, Brotas, Socorro e São Luiz do Paraitinga. Já no Estado do Rio de Janeiro, os melhores locais para o esporte são o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Três Rios, Macaé e Visconde de Mauá. A emoção também corre solta na Região Sul: nela estão Canela e o Parque Nacional dos Aparados da Serra, no Estado do Rio Grande do Sul; Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná; e Timbó e Santo Amaro da Imperatriz, no Estado de Santa Catarina. Sem falar de Jalapão, no Estado de Tocantins; ou de Itacaré, no Estado da Bahia; entre muitos outros. Curta a emoção dessa aventura deixando-se levar pelas correntezas dos inúmeros rios brasileiros. Venha, e vire fã!

Flutuação

A flutuação é uma modalidade de mergulho leve, de pequena profundidade, em que a diversão se faz apenas com um snorkel e uma máscara – dependendo do lugar, nadadeiras e lanterna também podem fazer parte dos apetrechos necessários. Exige apenas um rápido treinamento, permitindo que, com o auxílio de um instrutor, até mesmo quem não saiba nadar aprecie a beleza dos peixinhos coloridos no fundo dos rios e mares.

No Brasil, um dos locais mais conhecidos e procurados pelos praticantes da flutuação é a cidade de Bonito, no Estado do Mato Grosso do Sul. Suas águas cristalinas e a rica fauna e flora aquática chamam a atenção de visitantes do mundo inteiro, garantindo à economia local grande movimentação durante todo o ano. As águas de Bonito oferecem excelente visibilidade graças à alta concentração de calcário, que funciona como agente purificador. Em certos pontos, a transparência ultrapassa os 30 m, proporcionando visão de rara beleza, entre peixes coloridos como piraputangas, dourados, pintados e piaus, além da interessante flora que adorna os cenários debaixo d’água. As lojas de filmes fotográficos locais alugam máquinas subaquáticas e vendem câmeras descartáveis.

Outro ponto brasileiro muito apreciado pelos “flutuadores” é o Parque Nacional da Chapada Diamantina, no Estado da Bahia. Distante três horas da cidade de Lençóis – base para a visitação do Parque –, a Gruta da Pratinha guarda raras formações geológicas calcárias no fundo de seu lago interno. Com o auxílio de uma lanterna é possível avistar tartarugas e peixes, comuns tanto dentro da caverna quanto no lago externo. A melhor época para visitação é entre os meses de março e outubro, quando chove menos na região.

Pratique flutuação no Brasil e encante-se com as nossas belezas naturais subaquáticas. Quem vem, vira fã.

Observação de Aves

A observação de aves é um passatempo praticado por milhões de pessoas em todo o mundo. São turistas que saem de seus países atraídos pelo desafio de avistar e identificar espécies exóticas de pássaros.

Com florestas tropicais exuberantes, o Brasil oferece condições excepcionais para os observadores de aves e ornitólogos, estudiosos cuja área de interesse são os pássaros. O País abriga aproximadamente 1.677 espécies de aves, quase 18% da diversidade mundial de pássaros.

Para quem deseja contemplar esses belos animais e, ainda, apreciar a natureza, os Parques Nacionais são excelentes opções. São áreas de proteção ambiental, com estrutura para visitação e que oferecem passeios específicos aos interessados – inclusive com acompanhamento de guias especializados.

No Norte do País destaca-se a Amazônia, mundialmente conhecida por sua enorme biodiversidade, abrigando exemplares já ameaçados de extinção como o urubu-rei e águia-real, além de araras, papagaios, periquitos, mutuns, jacupembas, maguaris, colhereiros e muitos outros.

Na Região Nordeste, o Estado da Bahia oferece destinos excepcionais como o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, conhecido pela abundância de aves marinhas. São beneditos, atobás-marrons, grazinas, fragatas e pilotos; e, ainda, aves migratórias como o vira-pedra, que utilizam-no como parada para descanso e alimentação. No Parque Nacional da Serra da Capivara, no Estado do Piauí, a atração fica por conta de um fenômeno peculiar: todos os dias, ao cair da tarde, uma enorme revoada de andorinhas desce o “Baixão das Andorinhas” fazendo muito barulho e piruetas no ar, e depois se encaminha para o interior de uma caverna – de onde só sai ao amanhecer. Ainda no Nordeste do País, no Estado do Maranhão, há o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, onde algumas aves migratórias fazem paradas para descansar das longas viagens, como o maçarico-rasteirinho, o trinta-réis-boreal e a marreca-de-asa-azul – oriundas dos Estados Unidos.

No coração do Brasil, a Região Centro-Oeste também oferece boas oportunidades para os observadores de pássaros. Entre elas estão o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, que guarda espécies como tuiuiú, gavião e socó, além dos grandes ninhais coletivos, repletos de garças, guarás, cabeças-secas e colhereiros; o Parque Nacional das Emas, no Estado de Goiás, com grande quantidade de emas, corujas-buraqueiras, seriemas, codornas, perdizes, curicacas, araras-canindé e tucanos; e a Chapada dos Veadeiros, no mesmo Estado, onde é possível deparar-se com praticamente as mesmas espécies do Parque anterior, além de gaviões, gralhas-do-campo e o urubu-rei, ameaçado de extinção.

O Estado do Rio Grande do Sul oferece o Parque Nacional dos Aparados da Serra, com gralhas-azuis, papagaios-do-peito-roxo, inhambus-guaçus, jacus, várias espécies de beija-flor e tucanos-de-bico-verde; o Parque da Lagoa do Peixe, que apresenta mais de 180 espécies já identificadas, entre residentes e migratórias, e onde é possível apreciar flamingos, maçaricos, batuíras, trinta-réis-boreal, piru-piru, garças-mouras, gaivotas, joão-de-barro, anús, saracuras e corujas-campeiras; e o da Serra Geral, abrigo de espécies ameaçadas de extinção como a águia-cinzenta e o papagaio-de-peito-roxo, além de curicacas, gralhas-azuis e quero-queros. No Estado do Paraná, no famoso Parque Nacional de Foz do Iguaçu, beleza e variedade são garantidas do início ao fim do passeio, com jandaias, guaxo, surucuá-de-barriga-amarela, tucano-de-bico-verde, flautim, saíra-sete-cores, gavião-pomba-grande e os ameaçados gavião-pega-macaco, falcão-de-peito-vermelho e jacutinga, entre outros.

Por fim, na Região Sudeste vale a pena conhecer a Serra da Canastra, no Estado de Minas Gerais, onde seriemas, canários-da-terra, emas, perdizes, codornas, tucanuçus, martins-pescadores, patos-mergulhões e garças passeiam nas proximidades dos cursos d’água. No Estado do Rio de Janeiro, os pontos mais indicados para a observação de pássaros são a Serra dos Órgãos, abundante em espécies como saíras, beija-flores, papagaios-do-peito-roxo, bicudo e jacutinga – esses três últimos ameaçados de extinção; o Parque Nacional da Tijuca, com tucanos, araçaris, saracuras, arapongas, gaviões, periquitos-verdes, saíras, juritis e os belos beija-flores; e o Parque Nacional do Itatiaia, que abriga grande variedade de espécies de beija-flores, além de tucanos-de-bico-verde, saíras e guachos.

Descubra toda a beleza e exuberância das aves brasileiras. Venha, e vire fã.

A Natural Vocação da Bahia para o Ecoturismo

A Bahia tem uma acentuada e natural vocação para o ecoturismo, atividade praticada em todo o território baiano e uma das que mais crescem no Estado, beneficiado com a generosidade da natureza.

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A Bahia tem uma acentuada e natural vocação para oecoturismo, atividade praticada em todo o território baiano e uma das que mais crescem no Estado, beneficiado com a generosidade da natureza. Toda a política estadual de turismo tem se pautado, acima de tudo, na preservação do meio ambiente e na necessidade de conscientizar a população nativa e os turistas da importância de não agredir a mãe natureza.

Para se ter noção do papel que joga oecoturismo na Bahia, basta dizer que em todas as nove zonas turísticas em que está dividido o território baiano, a atividade é amplamente praticada. De Juazeiro, no Norte, na chamada Região dos Lagos, a Porto Seguro, no Extremo Sul, incluído na Costa do Descobrimento, o que não falta é área e espaço para acolher os ecoturistas.

Mas, é na Chapada Diamantina onde o ecoturismo mais se destaca. A própria geografia da região, a abundância de rios, cachoeiras, corredeiras, serras, grutas e o clima místico que a cerca contribuem consideravelmente para torná-la uma das mais apropriadas do país para a atividade. Ano passado, inclusive, foi escolhida a melhor do Brasil por uma conceituada revista de circulação nacional especializada em turismo, título conquistado em votação dos leitores.

Para conhecer as belas paisagens naturais e o encanto que a Chapada Diamantina desperta nos turistas, é indispensável percorrer as trilhas, onde se pode desfrutar de um autêntico paraíso ecológico como a Cachoeira da Fumaça, Poço Azul, Morro do Pai Inácio, Cachoeira do Sossego, Poço Encantado, Cachoeirinha e muito mais.

A Bahia tem concentrado esforços no trabalho de preservação. E é por isso mesmo que o ecoturismotem crescido a passos largos. Dos 567.295 quilômetros quadrados da superfície total do Estado, 24.056 quilômetros quadrados representam Unidades de Conservação (APAs, parques, reservas, estações ecológicas, reservas particulares de patrimônio natural e outros) ou Áreas Legalmente Protegidas, .correspondendo a 4,3% do território baiano.

Das 32 APAs (Áreas de Proteção Ambiental), 15 estão localizadas em municípios de interesse turístico. Somando as APAs, parques e reservas resulta um total de 23.456 quilômetros quadrados, equivalentes à extensão do estado de Sergipe, a mais da metade do território da Suíça e ao dobro da área destinada à proteção ambiental pela Costa Rica, país exemplo em ecoturismo.

O imenso potencial em recursos naturais é o que faz a Bahia se destacar no ecoturismo. O ecoturista pode desfrutar de quase 1,2 mil quilômetros de praias, caatingas, montanhas e cerrados. Pois é, para o turismo baiano, preservar e proteger o meio ambiente é uma obrigação.